Golpe de estado na Turquia?

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foto picada em tapnewswire.com

Notícia recente no Middle East Eye sobre o presidente Erdogan. O MEE relatava uma conversa à porta fechada entre Addullah II e congressistas norte-americanos. Alegadamente, a conversa ocorrera em Janeiro, mas só agora surgia a fuga de informação. Tendo já lido na imprensa internacional várias outras notícias muito negativas para o presidente turco, interroguei-me se a “leak” significaria que chegara a hora de tramar Erdogan. Abdullah era citado pelo MEE como tendo dito que a crise dos refugiados com que a Europa se defronta não era acidental, como também não era acidental a presença de terroristas entre eles.

Hoje encontro na Voltaire Network um artigo com o seguinte título: “Obama e Putin acordam que o ditador turco Erdogan deve sair“. Dê-se um desconto à linguagem da Voltaire e à orientação que segue, por vezes demasiado extremada. Mas Erdogan é um chefe de Estado e não há fumo sem fogo.

Deixo o excerto que interessa:

“Especialmente importante é o acordo alcançado pelos presidentes Obama e Putin de há duas ou três semanas, de que a continuação do mandato do presidente turco Erdogan é intolerável, e que deve ser removido do cargo antes que inicie uma guerra mais alargada. Armas russas e americanas estão presentemente a chegar à Turquia com o propósito de acelerar a partida do ditador. Estão também a ser feitos contactos com partidos políticos turcos, oficiais generais do topo da hierarquia militar, e outros para ajudar à remoção do ditador. Os nacionalistas turcos estão a voltar-se contra Erdogan. O PKK também se mobiliza. A presidência de Erdogan é ilegítima porque a sua mais recente vitória eleitoral assentou em fraude eleitoral maciça.

A luta na Turquia ao nível da guerra civil é esperada para Abril. O princípio do fim de Erdogan transformará a situação de todo o Médio Oriente.

A maior parte das maiores cidades da Síria serão libertadas brevemente dos rebeldes terroristas. É provável que inclua Alepo, Palmyra, e Idlib. O ISIS/Daesh será apenas capaz de manter presença em Raqqa no nordeste da Síria, bem como em outras partes do Iraque. É expectável que a luta armada na Turquia venha a interromper o pipeline logístico dos rebeldes na Síria.

Esta linha dura de Moscovo e de Washington com Erdogan contrasta especialmente com a política da União Europeia (incluindo a Grã-Bretanha e França), que pagarão um tributo de €3 biliões por ano a Erdogan no futuro próximo para que o presidente turco aloje os refugiados sírios, impedindo-os de seguir para a Grécia. (…)

A entrevista de Obama à Atlantic Monthly é notável uma vez que é lida como as memórias de um presidente que já deixou o cargo, e que, como tal, se sente livre para falar com franqueza. Os seus comentários sobre o rei Salman da Arábia Saudita, Sarkozy, Cameron, e Erdogan são devastadores. A mensagem parece ser a de que foi dito a estes personagens para cooperarem, ou então as maquinações dos últimos anos serão expostas, e consequentemente desmontadas.”

Este texto é surpreendente. Quem prevê um golpe de estado na Turquia?

Link para a entrevista do presidente Obama:

http://www.theatlantic.com/magazine/archive/2016/04/the-obama-doctrine/471525/

MC

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