A falsa fome de Madaya

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Depois de ter sido intoxicado no canal de tv da Al Jazeera pela “fome” em Madaya encontrei no mural da Global Research o seguinte:

Public outcry and condemnation against the Syrian government spread like wildfire across mainstream news and social media when the horrific photos of starved children and civilians from the besieged town of Madaya emerged. No one could understand why Assad would allow this to happen to his own people, especially since videos emerged (that can be seen on my last Madaya article) under a month ago that displayed rallies against the occupying terrorist forces and in support of the Syrian government.” (sublinhado meu)

É mais uma “false flag” ou farsa destinada a ocultar a verdade e a culpar Assad pela suposta inanição de dezenas de milhar de sírios. Os rebeldes da Síria estão constantemente a veicular propaganda contra o governo e seus aliados, na expectativa de que a falsa narrativa passe nos media ocidentais e suscite condenações e acções militares contra Assad. Foi o que aconteceu no ataque com gás sarin de al-Goutha. O investigador-chefe das Nações Unidas disse que os rebeldes foram os prováveis responsáveis pelo ataque mas os propagandistas de Washington e do Ocidente apressaram-se a abafar a declaração.

Agora estamos perante mais este caso interessante, numa localidade da Síria controlada pelos rebeldes, situada na fronteira com o Líbano. As imagens postas a circular foram cuidadosamente escolhidas e são susceptíveis de influenciar as almas mais sensíveis. Mais uma vez as fotos são de crianças. A jovem fotografada revelou na internet que vive em segurança e alegremente com a sua família no sul do Líbano. Aqueles que acreditam que os governos ocidentais não estão a par destas mistificações não podem deixar de ser considerados ingénuos, pelo menos.

Analistas independentes esclareceram que existem entre 300 e 600 terroristas em Madaya, pertencentes à Jabhat al-Nusra, a filial síria da al-Qaeda. Na povoação estão cerca de 23.000 civis. O último comboio do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV)  fez uma entrega de géneros alimentares para 2 meses no passado Outubro. O exército sírio entregou mais 50 toneladas de alimentos em Novembro. O CIVC visitou Madaya pela última vez há cerca de 15 dias e alguns feridos foram evacuados. O CICV não relatou a existência de fome. Nos últimos dias entrou outro comboio de abastecimentos na localidade.

Como costuma acontecer nos conflitos armados, sendo prática comum na guerra da ex-Jugoslávia para referir um mais perto de nós, elementos da população civil queixaram-se de que os rebeldes confiscaram os abastecimentos para os vender posteriormente por preços exorbitantes à população local.

Há cercos em outras cidades e povoações, designadamente Nubr e Kafraya onde aproximadamente 40.000 pessoas apoiantes do governo estão retidas pela al-Nusra e outras organizações rebeldes. Com uma diferença: ao contrário do que se passa em Madaya são regularmente bombardeadas pelos “rebeldes moderados” que combatem o regime sírio.

MC

ADITAMENTO (19/Jan/2016):
https://thewallwillfall.wordpress.com/2016/01/12/madaya-questions-the-mainstream-media-should-have-asked-but-didnt/

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