Jaysh al-Islam perde comandante, acordos de cessar-fogo na Síria

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Zahran Alloush, Getty Images

 Numa operação contra múltiplos alvos na Síria e designadamente num ataque aéreo contra o reduto de Goutha Leste, nos arredores de Damasco, a força aérea russa eliminou Zahran Alloush, líder do Jaysh Al-Islam  (Army of Islam/Exército do Islão) e outros comandantes desta organização salafita, que conta com cerca de 13.000 homens e procura derrubar o regime. No ataque faleceram também vários comandantes do Ahrar al-Sham, o que sugere que as informações na posse da coligação R+5 eram boas. As agências de notícias alinhadas com a oposição relataram que os ataques causaram também vítimas numa maternidade em Azaz, na província de Alepo. Entre outras iniciativas para afastar opositores moderados, Alloush era suspeito de envolvimento no rapto de Razan Zaytouneh, co-vencedora do prémio Sakharov 2011, pacifista, activista de direitos humanos e crítica de Bashar al-Assad.

É provável que os raids aéreos continuem em apoio às operações ofensivas do regime, designadamente no noroeste do país, até agora na posse da oposição armada pelo Ocidente, Turquia e monarquias do Golfo. A intervenção russa na Síria, iniciada a 30 de Setembro, alterou o rumo da guerra a favor da coligação que apoia Bashar, o que é reconhecido pelos analistas do “Institute for the Study of War”, um “think tank” pro-Washington.

Entretanto, foi celebrado um acordo de cessar-fogo que permite que muitas centenas de elementos do Estado Islâmico (E.I.) e seus familiares sejam evacuados do campo de refugiados palestinos de Yarmouk, nos arredores de Damasco, e de Hajar al-Aswad, também no sector. Serão deslocados para Raqqa, no norte, e para outras povoações que ainda controlam, terminando assim a presença do E.I. nas proximidades da capital. Há mais bolsas de resistência controladas por outros grupos rebeldes, as quais, pela lógica das coisas, ficarão doravante sujeitas a maior pressão, não sendo de excluir desfechos semelhantes no curto ou médio prazo.

Já tinham sido celebrados acordos de cessar-fogo, um deles em Zabadani, junto à fronteira libanesa, com mediação da Turquia e do Irão, outro em Homs, e em mais duas vilas no noroeste da Síria.

No Iraque, o exército e as forças de segurança iraquianas esforçam-se por conquistar Ramadi ao Estado Islâmico, mas os progressos na área de operações, se existem, são muito lentos. Não obstante, os propagandistas da administração Obama inundam os media corporativos, alimentando a ilusão de que a política desenhada para o Iraque está a conduzir a bons resultados, mas que é preciso esperar.

MC

 

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